Relato de uma advogada

O DIREITO É NOSSO 30 de janeiro de 2019 Por Gina Albuquerque

(Foto: Divulgação)

Vou usar esse canal, que tem muitos acessos para relatar um caso pessoal e profissional que ocorreu com essa advogada que vos fala.

Em meados de 2015, um cliente me contratou para atuar num processo de abuso sexual contra seu filho, detalhe que eu já era bem a 3ª ou 4ª profissional a ingressar no processo. Durante o processo, ele sempre se comportou como se fosse o advogado da causa, impondo o que queria colocar nas petições quando as orientações colidiam com seus  desejos, ele se exaltava, me destratando e pondo em cheque todo meu profissionalismo e o trato advogado- cliente, sempre falando em tons de intimidações .O ponto culminante foi quando ele quis que eu colocasse no processo fotos escandalosas de um bebê sendo abusado e que dissesse que era o filho dele, pois ele sempre mencionava que a Justiça do Brasil era um faroeste e infelizmente, ele realmente tem comprovado isso.

Extremamente escandalizada com a postura do cliente que queria forjar provas, apenas para beneficiá-lo, obviamente não o fiz, mas isso gerou uma revolta muito grande nele que por vingança, criou um título falso e me protestou, não somente a mim, mas a outras pessoas também, além de nos processar nos juizados com pedidos de indenizações contra vários profissionais da área, 09 advogados, promotores de justiça, defensores públicos, juízes, servidores públicos e todos os familiares da ex-mulher, aqui em Fortaleza e em Belo Horizonte, obviamente nada foi adiante, mas também, nada foi freado ainda.

O caso foi tão emblemático no meio jurídico alencarino que foi veiculado no jornal Diário do Nordeste, matéria sucinta a respeito do ocorrido, segue link para os leitores que se interessarem: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/metro/preso-por-bater-em-mulher-processa-42-pessoas-no-ce-1.1593918

Foi aberto um processo criminal de fraude que tramita atualmente na 15ª Vara Criminal e ele está em lugar incerto. Recentemente, ele fez um novo protesto em um cartório de São Paulo com uma duplicata falsa e o cartório protestou, sem notificação alguma, um título podre, uma duplicata simulada que é crime, conforme o art. 172, CP . Afora, o crime de estelionato previsto no art.171, CP.

O Estelionato é um crime que possui como objetivo atingir o patrimônio de alguém a partir de enganação, golpes, fraudes e outros meios. A intenção principal do autor dessa infração é enganar para conseguir atingir o patrimônio da vítima, resumindo o estelionato acontece quando uma pessoa usa o engano ou a fraude para levar vantagem sobre alguém.

As providências estão sendo tomadas, entretanto o descrédito na nossa justiça é tamanho que na própria delegacia de defraudações da capital, um servidor me aconselhou a aproveitar a gestão do Bolsonaro e comprar uma arma, eis que divaguei acerca do que fora dito: -Ele quis dizer que a Justiça é tão ineficiente que eu faça Justiça com as próprias mãos? Uma autotutela? Será que o cliente criminoso tinha razão e o Judiciário é um faroeste?

Fica aí essa reflexão e que o desfecho desse episódio seja diametral ao esperado, com uma solução plausível, para que possamos voltar a acreditar que o Estado protege os cidadãos de bem e não o inverso.

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